Pagamento contactless: o que é e por que sua empresa deve oferecer?
O contactless é uma tecnologia que permite a comunicação entre dispositivos sem contato físico, tornando as transações mais rápidas e seguras.
Popularmente, ele é conhecido como pagamento por aproximação, e se tornou ainda mais relevante nos últimos anos, especialmente após a pandemia, por oferecer processos mais higiênicos, ágeis e práticos. Hoje, mais de 70% dos brasileiros já utilizam esse tipo de pagamento, segundo uma pesquisa do Datafolha em parceria com a Abesc.
Embora seja mais conhecida por sua aplicação em pagamentos, a tecnologia por trás do contactless, o NFC (Near Field Communication), também é usada em sistemas de pagamento de transportes, chaves digitais e outros dispositivos inteligentes.
Para saber se um cartão ou terminal aceita essa forma de pagamento, basta procurar o símbolo universal do contactless: quatro ondas curvas, parecido com um “Wi-Fi deitado”.
Como surgiu o pagamento por aproximação?
O pagamento por aproximação nasceu da tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite transferir dados por rádio a curta distância.
Os primeiros usos apareceram no início dos anos 2000, em sistemas de transporte e no varejo em países da Ásia e da Europa.
Nos últimos anos, a tecnologia se popularizou com a chegada das carteiras digitais em celulares e relógios e, principalmente, com as mudanças de comportamento durante a pandemia de Covid-19, em que no primeiro semestre de 2020, houve um aumento no pagamento sem contato, chegando a 89% na Europa, segundo dados da Mastercard.
Como funciona o pagamento contactless?
O pagamento por aproximação acontece por meio do chip NFC (Near Field Communication), presente em cartões, celulares e relógios.
Ao aproximar o dispositivo da maquininha, o chip transmite os dados da transação de forma criptografada.
O fluxo da transação ocorre em segundos: o dispositivo envia as informações para a maquininha, que encaminha para a adquirente, a adquirente repassa para a bandeira, e a bandeira valida junto ao emissor do cartão.
Em poucos instantes, a resposta retorna pelo mesmo caminho e a transação é concluída de forma rápida, segura e prática.
Quais são as vantagens do contactless?
As principais vantagens do pagamento contactless são:
- agilidade — as transações são concluídas em segundos, reduzindo filas e esperas no caixa;
- praticidade — basta aproximar o cartão, celular ou outro dispositivo, sem necessidade de digitar senha para valores baixos;
- segurança — a comunicação é criptografada e utiliza tokenização, evitando exposição dos dados reais do cartão;
- experiência positiva para o cliente — processos mais ágeis aumentam a satisfação e a fidelização.
Qual é a diferença entre NFC e contactless?
O NFC é a tecnologia que permite a troca de dados por aproximação entre dispositivos. Já o contactless é o uso dessa tecnologia especificamente para pagamentos.
Ou seja, quando um cartão, celular ou smartwatch se comunica com a maquininha para realizar uma compra por aproximação, isso é um pagamento contactless.
Todo pagamento contactless utiliza NFC, mas nem todo uso de NFC é para pagamentos.
Essa tecnologia também é usada em bilhetagem eletrônica de transporte público, chaves digitais de carros, crachás de acesso e outros sistemas de identificação rápida.
Por exemplo, pagar com o celular no mercado (contactless, usando NFC), usar um cartão para entrar no metrô (NFC sem ser pagamento).
Segurança nos pagamentos contactless
Muitas pessoas ainda se preocupam com a segurança ao usar pagamentos por aproximação, mas a tecnologia sem contato oferece várias camadas de proteção que tornam as transações mais seguras.
Primeiramente, a comunicação ocorre por NFC, que só funciona a uma distância muito curta (até 10 cm), dificultando interceptações.
Durante a transferência dos dados, é usada a criptografia, que embaralha as informações para impedir que sejam lidas por terceiros.
Além disso, a tokenização substitui os dados reais do cartão por códigos temporários exclusivos para cada compra, impedindo seu uso em outras transações.
Para reforçar o argumento de segurança da tokenização, vale destacar dados consolidados pelo setor. Visa e Mastercard reportam que transações tokenizadas — em que os dados sensíveis do cartão são substituídos por identificadores criptografados — apresentam taxas de fraude entre 30% e 40% menores em comparação ao uso de números tradicionais de cartão.
No conjunto da indústria brasileira, esse esforço se traduz em resultados mensuráveis: o indicador de fraudes por valor caiu 25,2% nos últimos três anos no Brasil, passando de 17,3 para 9,9 basis points entre o 1º trimestre de 2022 e o 4º trimestre de 2025, segundo dados apresentados pela Abecs e divulgados pela Finsiders Brasil.
Esses números mostram que a combinação de tokenização, criptografia e monitoramento em tempo real tornou o Brasil uma das referências globais em prevenção a fraudes em pagamentos digitais.
Em celulares, ainda há autenticação biométrica, como impressão digital ou reconhecimento facial, acrescentando mais uma camada de proteção.
Comparado aos métodos tradicionais, o contactless é tão seguro ou mais, pois protege dados, evita contato físico e permite bloqueios rápidos em casos de problemas.
O futuro da tecnologia contactless
Em um mundo cada vez mais digital, o pagamento por aproximação se consolidou como uma das tendências mais importantes.
A expectativa é que essa tecnologia siga avançando e ganhando espaço em diversos setores.
Com o desenvolvimento de tecnologias de biometria e autenticação digital, os pagamentos por aproximação tendem a se tornar ainda mais seguros e personalizados.
O relatório Tech Trends Report 2024 destacou que os pagamentos sem fricção estão ganhando força, já que tornam as transações mais rápidas, além de usarem autenticação biométrica para melhorar a segurança.
No mesmo relatório é apresentada a força da IA no setor bancário a fim de melhorar a gestão de riscos, detecção de fraudes em tempo real e tomadas de decisão.
Além disso, a combinação do NFC com a Internet das Coisas (IoT) pode abrir novas possibilidades, como pagamentos automáticos em transporte público, estacionamentos e até em dispositivos domésticos inteligentes, tornando a experiência do usuário cada vez mais prática e integrada ao dia a dia.
Uma evolução prática do contactless que merece destaque é o Tap on Phone — tecnologia que transforma qualquer smartphone com NFC em terminal de pagamento, dispensando a maquininha tradicional. Segundo a Abecs, a modalidade movimentou R$ 78 bilhões em 2025, salto de 241,4% sobre o ano anterior.
Apenas no quarto trimestre, foram R$ 25 bilhões. A própria entidade projeta que o Tap on Phone deve superar R$ 100 bilhões em 2026, conforme aponta a Finsiders Brasil.
Para o varejo, isso significa que a barreira de entrada para aceitar cartões caiu drasticamente: pequenos comerciantes e profissionais autônomos agora podem operar como adquirentes informais usando apenas o próprio celular.
Como empresas podem se beneficiar do pagamento contactless?
O pagamento contactless oferece ganhos estratégicos importantes para bancos, fintechs e varejistas.
- Mais agilidade no checkout: permite que as transações sejam concluídas em segundos, reduzindo filas e aumentando a eficiência operacional;
- Experiência do cliente melhorada: oferecer pagamentos rápidos, práticos e sem contato torna a compra mais agradável, contribuindo para maior satisfação e recomendação da marca;
- Atração e fidelização: adaptar-se a tendências tecnológicas pode atrair consumidores que buscam métodos de pagamento inovadores, além de fidelizar clientes pela facilidade e segurança da operação;
- Aderência a tendências globais: estar alinhado às inovações em meios de pagamento posiciona bancos, fintechs e varejistas na vanguarda do mercado, facilitando parcerias e ampliando competitividade.
Vale acrescentar que o contactless não se restringe mais ao ambiente físico. O mesmo padrão NFC, somado à tokenização, vem impulsionando as carteiras digitais no e-commerce — segmento que cresceu de forma expressiva em 2025.
Segundo a Abecs, as compras não presenciais — incluindo internet, aplicativos e carteiras digitais — movimentaram R$ 1,1 trilhão no ano, alta de 18,3% sobre 2024. Em paralelo, os pagamentos recorrentes (cobrança automática de assinaturas e serviços) movimentaram R$ 141,9 bilhões em 2025, crescimento de 34%.
Para bancos, fintechs e varejistas, isso significa que adotar contactless é também posicionar-se em duas frentes complementares: experiências fluidas no checkout físico e jornadas tokenizadas em e-commerce e assinaturas.
Soluções da Topaz para suportar pagamentos contactless
A Topaz oferece soluções completas para meios de pagamento digitais, com destaque para a família TechPay, uma plataforma central para gestão e processamento de transações.
Desenvolvida para atender às necessidades de bancos, fintechs e varejistas, a TechPay garante suporte a pagamentos contactless, Pix e carteiras digitais.
Entre os principais diferenciais do TechPay, destacam-se:
- integração com sistemas legados — conecta facilmente com infraestruturas já existentes, sem necessidade de grandes mudanças;
- alta performance — processa transações rapidamente, mesmo em alta demanda, garantindo eficiência operacional;
- segurança avançada — o sistema integra Machine Learning, autenticação multifator e análise de risco para proteger cada transação, além do monitoramento contínuo de riscos para proteger dados e reduzir fraudes;
- compliance e regulamentação — atende aos padrões legais e regulatórios, oferecendo tranquilidade para instituições financeiras e varejistas.
Com a TechPay, sua empresa pode implementar pagamentos contactless de forma confiável, rápida e integrada, proporcionando uma experiência moderna e segura aos seus clientes.
Uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais da América Latina, parte do Grupo Stefanini, com a 1ª plataforma full banking do mundo.
Ao realizar um Pix ou outro tipo de pagamento digital, você já pode ter notado que aparece a mensagem de erro: PSP do recebedor.
O Drex é uma CBDC (Central Bank Digital Currency), ou moeda digital de banco central, desenvolvida para modernizar o sistema financeiro nacional e ampliar a inclusão bancária.
Compliance é o conjunto de práticas, políticas e controles que uma organização adota para garantir que suas atividades estejam em conformidade com leis, normas regulatórias e políticas internas; nas instituições financeiras, é também a gestão do risco de conformidade exigida pelo Banco Central.
Fintechs são empresas de tecnologia financeira que utilizam inovação para oferecer serviços financeiros de forma ágil, acessível e digital. Elas atuam por meio de plataformas online, criando novos modelos de negócio e transformando a forma de lidar com o dinheiro.
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