Produtos bancários: principais tipos e evolução na era digital

Catalina Arango
Jan 08, 2026

Os produtos bancários são pilares essenciais da operação de instituições financeiras, fintechs e empresas que atuam no ecossistema financeiro. Eles viabilizam desde a gestão eficiente de recursos e a concessão de crédito até a oferta de investimentos, meios de pagamento e soluções de proteção patrimonial para clientes finais.

De contas transacionais a estruturas mais sofisticadas de crédito, investimentos e serviços digitais, esses produtos sustentam o funcionamento do sistema financeiro e impactam diretamente a eficiência operacional, a conformidade regulatória e a competitividade das instituições.

Compreender o que são produtos bancários, como funcionam e quais modelos podem ser estruturados é fundamental para decisões estratégicas mais assertivas, redução de custos operacionais e alinhamento da oferta às demandas do mercado e aos objetivos de crescimento do negócio.

Neste conteúdo, você conhecerá os principais tipos de produtos financeiros oferecidos pelas instituições, entenderá a diferença entre produtos e serviços bancários, verá como estruturar uma oferta mais eficiente e acompanhará a evolução desses produtos na era digital, marcada por automação, APIs e plataformas modulares.

Principais tipos de produtos bancários

Os produtos bancários podem ser organizados em diferentes categorias, de acordo com sua finalidade. Alguns são voltados para movimentação de dinheiro, outros para crédito, proteção ou formação de patrimônio.

A escolha do produto ideal deve sempre considerar o objetivo financeiro, o perfil de risco e o momento de vida do cliente.

A seguir, detalhamos os principais grupos de produtos e serviços bancários disponíveis no mercado.

Contas bancárias

As contas bancárias são a base do relacionamento entre o cliente e a instituição financeira.

A conta corrente é o tipo mais comum, indicada para quem precisa movimentar dinheiro com frequência, realizar pagamentos, transferências e receber salários ou rendimentos. Geralmente, ela está associada a tarifas mensais, que variam conforme o pacote de serviços.

A poupança é uma conta voltada para reserva de recursos, com rendimento automático e baixo risco. Apesar da simplicidade, apresenta rentabilidade limitada, sendo mais indicada para objetivos de curto prazo ou para quem busca liquidez imediata.

Existem ainda a conta salário, utilizada exclusivamente para recebimento de vencimentos, e as contas digitais, oferecidas por bancos digitais, que costumam ter menos tarifas e maior integração com aplicativos e serviços online.

Cartões bancários

Os cartões bancários facilitam pagamentos e o acesso a recursos financeiros. O cartão de débito permite compras e saques utilizando o saldo disponível na conta, sendo ideal para controle de gastos.

Já o cartão de crédito possibilita compras parceladas ou pagas posteriormente, funcionando como uma linha de crédito.

Muitos cartões oferecem programas de benefícios, como pontos, milhas e cashback, além de variações de anuidade conforme o perfil do cliente. Os cartões múltiplos reúnem débito e crédito em um único produto.

Os cartões pré-pagos também ganham espaço, sendo úteis para controle de despesas, viagens ou uso por pessoas sem conta bancária tradicional.

Produtos de crédito

Os produtos de crédito permitem o acesso antecipado a recursos financeiros, mediante pagamento de juros. O empréstimo bancário pessoal é uma das modalidades mais conhecidas, indicado para despesas diversas, com taxas que variam conforme o perfil do cliente.

O financiamento é voltado para aquisição de bens específicos, como imóveis e veículos, geralmente com prazos longos e juros mais baixos.

O crédito consignado, descontado diretamente da folha de pagamento ou benefício, oferece taxas reduzidas devido ao menor risco para o banco.

Outras modalidades incluem o CDC (Crédito Direto ao Consumidor), o cheque especial, que deve ser usado com cautela devido aos juros elevados, e linhas específicas como crédito rural e empresarial.

Investimentos bancários

Os investimentos bancários atendem a diferentes perfis de risco e objetivos. Entre os mais populares está o CDB, título de renda fixa emitido por bancos, que oferece rentabilidade previsível e pode ter liquidez diária ou no vencimento.

Outras opções incluem LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), isentas de imposto de renda para pessoas físicas, além dos fundos de investimento, que permitem acesso a diferentes ativos por meio de uma gestão profissional. 

No contexto bancário, a escolha entre renda fixa e variável deve considerar prazo, tolerância a risco e necessidade de liquidez.

Previdência privada

A previdência privada é um produto voltado ao planejamento financeiro de longo prazo, especialmente para aposentadoria. Os planos mais comuns são o PGBL e o VGBL, que se diferenciam principalmente pelo tratamento tributário.

Enquanto o PGBL permite dedução no imposto de renda para quem declara no modelo completo, o VGBL é indicado para quem utiliza o modelo simplificado. 

Em ambos os casos, é importante observar taxas de administração e carregamento, que impactam diretamente a rentabilidade.

Consórcios

O consórcio é uma forma de aquisição planejada de bens e serviços, sem cobrança de juros. Os participantes contribuem mensalmente e são contemplados por sorteio ou lance. 

Essa é uma alternativa interessante para quem não tem urgência e busca custos menores em comparação ao financiamento.

Por outro lado, a ausência de garantia de contemplação imediata exige planejamento e paciência por parte do consorciado.

Seguros

Os bancos oferecem diversos tipos de seguros, como seguro de vida, residencial, automotivo e proteção financeira. Esses produtos visam mitigar riscos e oferecer segurança em situações inesperadas.

Ao contratar um seguro, é essencial analisar coberturas, exclusões e o custo-benefício, diferenciando seguros realmente necessários daqueles que podem ser dispensáveis conforme o perfil do cliente.

Capitalização

Os títulos de capitalização combinam sorteios com a possibilidade de resgate parcial ou total do valor aplicado ao final do prazo. Apesar de serem frequentemente confundidos com investimentos, eles apresentam rentabilidade inferior a outras opções financeiras.

Esses títulos também podem ser considerados em situações específicas, como incentivo à disciplina financeira, mas não substituem investimentos tradicionais.

Diferença entre produtos bancários e serviços bancários

Embora relacionados, produtos bancários e serviços bancários não são a mesma coisa. Os produtos são soluções financeiras contratadas pelo cliente, como conta corrente, cartão de crédito, investimentos e seguros.

Já os serviços bancários correspondem às operações realizadas a partir desses produtos, como transferências, pagamentos, atendimento ao cliente, extratos, crédito via canais digitais e suporte operacional.

Na prática, produtos e serviços se complementam para viabilizar a experiência bancária completa.

Como escolher os produtos bancários ideais?

A definição do portfólio de produtos bancários exige análise estratégica e alinhamento com o modelo de negócio da instituição. A escolha adequada impacta diretamente a rentabilidade, a experiência do cliente e a eficiência operacional. Alguns critérios são fundamentais nesse processo:

  • alinhamento aos objetivos estratégicos de curto, médio e longo prazo da instituição;
  • perfil de risco da operação e capacidade de concessão de crédito e alocação de capital;
  • custos operacionais e financeiros envolvidos, como taxas, spreads, tarifas e exigências regulatórias;
  • nível de liquidez e flexibilidade necessário para atender diferentes perfis de clientes;
  • maturidade dos canais digitais, capacidade de integração via APIs e qualidade da experiência omnichannel.

Avaliar essas variáveis de forma estruturada permite reduzir riscos, otimizar recursos e construir uma oferta de produtos bancários mais competitiva, escalável e aderente às exigências do mercado financeiro atual.

Produtos bancários na era digital

A evolução tecnológica transformou os produtos bancários tradicionais. A digitalização dos serviços financeiros ampliou a agilidade operacional, reduziu custos e permitiu a criação de ofertas mais personalizadas, adaptadas a diferentes perfis de clientes e modelos de negócio.

Bancos digitais e fintechs aceleraram esse movimento ao operar com estruturas mais leves e altamente integradas.

Nesse novo cenário, iniciativas como o open banking (e sua evolução para o open finance) permitem o compartilhamento seguro de dados entre instituições, com consentimento do cliente. 

Isso viabiliza ofertas mais competitivas, experiências financeiras integradas e produtos melhor alinhados às necessidades reais de cada usuário, além de estimular a inovação em todo o ecossistema.

Ao mesmo tempo, em que surgem novas oportunidades, crescem também os desafios. A ampliação dos canais digitais exige atenção redobrada à segurança bancária, à proteção de dados e à prevenção a fraudes. Instituições precisam adotar tecnologias robustas de autenticação, monitoramento e compliance para garantir confiança e continuidade operacional.

A aplicação de Inteligência Artificial no setor financeiro reforça essa transformação. Soluções baseadas em IA permitem análises preditivas, automação de processos, personalização em escala e tomada de decisão mais precisa, tornando os produtos bancários mais inteligentes, eficientes e alinhados às demandas de um mercado cada vez mais digital.

Como a Topaz potencializa a criação e gestão de produtos bancários digitais?

Na era digital, a capacidade de estruturar, lançar e evoluir produtos bancários com agilidade tornou-se um fator decisivo para a competitividade de bancos, fintechs e cooperativas

Contas, créditos, investimentos e serviços de pagamento exigem hoje flexibilidade operacional, integração tecnológica e total aderência regulatória.

Nesse contexto, a Topaz apoia instituições financeiras por meio da família FinancialCore, o núcleo tecnológico responsável por sustentar todo o ciclo de vida dos produtos bancários. 

Baseada em arquitetura modular e em nuvem, a plataforma permite criar, parametrizar, integrar e operar produtos financeiros de forma segura, escalável e orientada ao negócio.

O FinancialCore atua como a espinha dorsal das operações bancárias, centralizando processos como abertura e gestão de contas, concessão de crédito, cálculo de juros, liquidação financeira e controle regulatório.

Essa abordagem reduz significativamente o time to market, ao mesmo tempo, em que garante consistência operacional e compliance desde a concepção do produto.

Com o FinancialCore, as instituições conseguem:

  • estruturar novos produtos bancários com rapidez e flexibilidade;
  • parametrizar regras de negócio, tarifas, limites e políticas de crédito sem dependência excessiva de desenvolvimento;
  • operar produtos digitais e tradicionais em um único core integrado;
    escalar volumes de clientes e transações com segurança e estabilidade;
  • integrar facilmente outros sistemas e soluções do ecossistema financeiro por meio de APIs.

Ao conectar tecnologia, processos e dados em um núcleo único, a Topaz permite que instituições financeiras acompanhem a evolução dos produtos bancários na era digital, respondam com agilidade às mudanças regulatórias e de mercado e entreguem experiências mais eficientes, seguras e consistentes aos seus clientes.

Catalina Arango

Criatividade, paixão e foco nos detalhes. Três palavras que me definem ao produzir, editar e publicar conteúdos de tecnologia e finanças. Comunicadora social e jornalista com experiência em imprensa e produção editorial. Magíster em Marketing e Publicidade Digital, com foco em otimização SEO e estratégias digitais. Ciné/telefila, atleta e gamer.

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