Multicloud para bancos: benefícios, desafios e tendências
Multicloud para bancos é a estratégia de usar dois ou mais provedores de nuvem ao mesmo tempo, combinando serviços de infraestrutura para ganhar resiliência, escalabilidade, otimização de custos e conformidade com a regulação do Banco Central sobre segurança cibernética e computação em nuvem no Sistema Financeiro Nacional.
O multicloud para bancos deixou de ser experimento de área técnica para se tornar decisão estratégica de negócio no setor financeiro brasileiro.
Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte, os bancos brasileiros executaram R$ 46,8 bilhões em tecnologia em 2025 e projetam R$ 50,4 bilhões para 2026, com crescimento acumulado de 58% ao longo dos últimos cinco anos e a nuvem entre as principais prioridades de modernização da infraestrutura, ao lado de inteligência artificial, cibersegurança e IA generativa.
A motivação vai muito além de custo operacional. À medida que os canais digitais concentram 83% das transações bancárias e o celular sozinho responde por 78% delas, qualquer indisponibilidade se traduz em prejuízo direto, contestações de clientes e desgaste imediato de reputação, o que torna a resiliência da infraestrutura uma exigência de sobrevivência, e não uma vantagem competitiva opcional.
Distribuir cargas entre múltiplas nuvens é a resposta arquitetural a esse risco. Ao não depender de um único provedor, o banco reduz o risco de interrupção sistêmica, evita a dependência excessiva de um fornecedor específico e ganha liberdade para escolher o melhor serviço de cada plataforma para cada carga de trabalho, do processamento em tempo real de pagamentos ao treinamento de modelos de inteligência artificial.
Há ainda um driver regulatório específico do setor. A contratação de serviços de nuvem por instituições financeiras é disciplinada pelo Banco Central, e as Resoluções CMN n.º 5.274/2025 e BCB n.º 538/2025, publicadas em dezembro de 2025 com prazo de adequação até 1.º de março de 2026, elevaram o padrão de exigências para isolamento de cargas críticas, gestão de certificados digitais e controle sobre onde os dados são processados, empurrando os bancos para arquiteturas mais flexíveis, auditáveis e distribuídas.
Sustentar uma operação multicloud, porém, exige plataforma tecnológica pensada para isso desde a origem. A Topaz atua nesse cenário adotada por mais de 90% do mercado financeiro brasileiro e por instituições de 25 países, com a plataforma Topaz One integrando famílias modulares que operam em ambientes híbridos com governança única, apoiada pela expertise de quem constrói infraestrutura crítica para o sistema financeiro há mais de três décadas.
O que é multicloud?
Multicloud é a estratégia de computação em nuvem que combina serviços de dois ou mais provedores diferentes, como AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, para atender às necessidades técnicas e regulatórias de uma organização.
Em vez de concentrar toda a operação em uma única nuvem, a instituição distribui aplicações, dados e cargas críticas entre várias plataformas, orquestradas como um único ecossistema tecnológico.
A lógica por trás do modelo é escolher o melhor de cada mundo para cada função. Cada provedor tem pontos fortes distintos, com serviços específicos que se destacam em desempenho, custo ou conformidade regulatória, e a abordagem multicloud permite alocar cada carga de trabalho no ambiente que oferece a melhor combinação desses três fatores para aquela tarefa específica.
No setor financeiro brasileiro, essa flexibilidade ganha peso extra. A combinação de provedores sustenta alta disponibilidade, distribui risco operacional, dá à instituição poder real de negociação com fornecedores e preserva independência tecnológica, atributos decisivos em uma operação que não pode parar e que hoje precisa responder ao mesmo tempo a expectativas do cliente digital e a exigências crescentes do regulador.
Multicloud x nuvem híbrida: qual a diferença?
Os conceitos de multicloud e nuvem híbrida são próximos e frequentemente combinados na prática, mas descrevem arquiteturas diferentes. Multicloud significa usar mais de um provedor de nuvem, normalmente nuvens públicas de fornecedores distintos.
Nuvem híbrida significa combinar nuvem, pública ou privada, com infraestrutura local, o chamado on-premise, sob orquestração unificada.
Muitos bancos brasileiros adotam as duas coisas ao mesmo tempo, no modelo que o mercado chama de multicloud híbrida.
Mantêm sistemas sensíveis ou legados críticos em ambiente local, com controle direto sobre hardware e dados, distribuem cargas digitais e aplicações modernas entre múltiplas nuvens públicas e orquestram tudo como um só ecossistema tecnológico, unindo o controle e a soberania do on-premise à elasticidade dinâmica da nuvem pública.
Por que os bancos adotam a estratégia multicloud?
A adoção do multicloud pelos bancos brasileiros responde a pressões operacionais, competitivas e regulatórias que se acumulam simultaneamente sobre a infraestrutura financeira.
Quatro motivações se destacam como driver principal da decisão de arquitetura:
- resiliência e continuidade da operação: distribuir cargas entre provedores garante que a falha de um ambiente não derrube o serviço, protegendo canais digitais, transações Pix e a experiência do cliente em um setor em que a disponibilidade é inegociável e cada minuto de indisponibilidade se traduz em contestação regulatória;
- independência de fornecedor: evitar o vendor lock-in, a dependência excessiva de um único provedor de nuvem, preservar poder de negociação comercial, liberdade para migrar serviços entre plataformas e capacidade de responder rapidamente quando um fornecedor altera condições contratuais, política de preços ou disponibilidade regional;
- desempenho e proximidade das cargas: alocar cada carga no provedor mais adequado melhora a performance dos aplicativos bancários, reduz latência para o cliente final e melhora a experiência entregue no canal digital, especialmente em operações sensíveis a tempo, como autenticação, autorização de pagamento e consulta de saldo em tempo real;
- conformidade e soberania de dados: a possibilidade de escolher onde cada dado é processado facilita o atendimento às exigências regulatórias do Banco Central sobre isolamento, jurisdição e rastreabilidade, especialmente após as Resoluções CMN n.º 5.274/2025 e BCB n.º 538/2025 que redefiniram o padrão de exigências para infraestrutura crítica.
Essas motivações convergem para um mesmo objetivo estratégico: sustentar o crescimento digital do banco sem comprometer a estabilidade da operação.
Em um setor em que a disponibilidade é inegociável e a supervisão regulatória é contínua, o multicloud virou o alicerce da modernização da infraestrutura financeira brasileira e a base sobre a qual repousam as próximas ondas de transformação do banco.
Benefícios da multicloud para bancos
Bem implementada, a estratégia multicloud gera ganhos concretos que aparecem simultaneamente na operação técnica, no resultado financeiro e na experiência do cliente. Os cinco benefícios que mais impactam a instituição são:
- alta disponibilidade contínua: a redundância nativa entre provedores mantém os serviços no ar mesmo diante de falhas localizadas de um ambiente, sustentando canais digitais em operação 24 horas por dia, sete dias por semana, com resposta imediata a incidentes localizados em um provedor específico;
- resiliência contra interrupções: a distribuição de cargas reduz o impacto operacional de incidentes cibernéticos, falhas técnicas ou eventos climáticos regionais, fortalecendo os planos de continuidade de negócio exigidos pelo Banco Central e reduzindo o tempo médio de recuperação após qualquer indisponibilidade;
- otimização de custos e capex: a liberdade para escolher o provedor mais eficiente para cada carga evita desperdício de recursos, melhora a relação entre custo e desempenho e transforma parte do investimento em infraestrutura em despesa variável escalável conforme o volume real da operação;
- escalabilidade dos canais digitais: a elasticidade da nuvem absorve picos de demanda sazonais, como datas de alto volume de pagamentos, Black Friday, feriados e eventos de mercado, sem degradar a experiência do consumidor nem exigir superprovisionamento permanente de capacidade;
- acesso ao melhor de cada plataforma: a instituição combina os serviços mais avançados de cada provedor, de inteligência artificial generativa e machine learning a bancos de dados especializados e ferramentas de análise em tempo real, aplicando cada capacidade à carga em que ela agrega mais valor competitivo.
O resultado é uma infraestrutura que acompanha o ritmo do negócio, e não o limita. Em vez de a tecnologia representar um freio para o crescimento do banco, ela passa a habilitar cada nova frente de negócio, com performance, disponibilidade e capacidade de inovação que os modelos concentrados em um único provedor simplesmente não conseguem entregar no ritmo que o mercado brasileiro exige.
Desafios da multicloud e como superá-los
Adotar multicloud com sucesso exige planejamento arquitetural cuidadoso, e reconhecer os pontos de atenção é parte de uma estratégia madura de transformação de infraestrutura.
Os principais desafios que a diretoria de tecnologia precisa endereçar têm solução conhecida e comprovada no mercado:
- complexidade de gestão distribuída: operar múltiplos ambientes simultaneamente exige governança unificada, resolvida por ferramentas de orquestração e automação de TI que centralizam a visão dos recursos, padronizam operações e aplicam políticas de forma consistente entre nuvens diferentes;
- segurança consistente entre provedores: aplicar o mesmo padrão de proteção em ambientes distintos demanda políticas unificadas de identidade, criptografia ponta a ponta, monitoramento contínuo de eventos e gestão centralizada de certificados digitais, ponto crítico após as novas exigências do BC sobre chaves privadas usadas no Pix;
- integração de sistemas legados: conectar nuvens diferentes a sistemas legados que rodam em mainframe ou infraestrutura local pede uma arquitetura baseada em APIs padronizadas e princípios de interoperabilidade, aplicando os fundamentos de integração bancária moderna para evitar que a multicloud gere novos silos em vez de eliminá-los;
- capacitação e retenção de equipes técnicas: gerir um ambiente diverso requer times preparados em múltiplas plataformas, DevOps, FinOps e segurança em nuvem, o que reforça a importância de parceiros tecnológicos com expertise setorial que complementem o time interno da instituição.
Nenhum desses pontos é impeditivo com a arquitetura e o parceiro certos. Com governança estruturada e conhecimento profundo do setor financeiro brasileiro, os desafios se transformam em governança sistêmica, e a complexidade inicial dá lugar a uma operação mais robusta, flexível e resiliente do que qualquer modelo de nuvem única conseguiria permitir.
Multicloud e a regulação do Banco Central
A nuvem no setor financeiro brasileiro opera sob regras específicas e cada vez mais rigorosas.
A contratação de serviços de processamento, armazenamento de dados e computação em nuvem por instituições autorizadas pelo Banco Central foi disciplinada originalmente pela Resolução CMN n.º 4.893/2021 e pela Resolução BCB nº 85/2021, e teve o arcabouço de segurança cibernética profundamente atualizado em dezembro de 2025 com prazo de adequação até 1º de março de 2026.
As novas Resoluções CMN n.º 5.274/2025 e BCB n.º 538/2025 elevaram o padrão de exigências e classificaram expressamente a comunicação eletrônica de dados na Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) como serviço relevante para fins das regras de contratação de nuvem.
Entre as principais mudanças estão o isolamento físico e lógico de ambientes que processam transações críticas como Pix, a vedação expressa do acesso de terceiros a chaves privadas usadas para assinatura de mensagens no Sistema de Pagamentos Brasileiro, o monitoramento reforçado de credenciais e certificados digitais e a obrigatoriedade de testes de invasão (pentests) com periodicidade mínima anual.
Essas exigências impõem requisitos concretos que a estratégia multicloud precisa endereçar por design. Entre eles estão a política de segurança cibernética compatível com o porte e o risco da instituição, o plano de continuidade de negócio testado regularmente, a definição formal de estratégias de saída de provedores com prazos e responsáveis definidos, o controle rigoroso sobre onde os dados são processados e armazenados e a integração dos resultados de testes de continuidade nos relatórios periódicos à alta administração.
A boa notícia é que o multicloud, quando bem desenhado desde a arquitetura, favorece diretamente a conformidade regulatória.
A distribuição inteligente entre provedores facilita as estratégias de saída exigidas pelo regulador, reduz a dependência concentrada que preocupa as autoridades supervisoras e permite isolar cargas críticas como Pix e RSFN em ambientes dedicados com controles reforçados, o que transforma a arquitetura multicloud em aliada estruturante da segurança regulatória do banco, e não em obstáculo a ela.
Como a Topaz sustenta operações multicloud
Aproveitar os benefícios estratégicos da multicloud sem herdar sua complexidade operacional depende de uma plataforma tecnológica desenhada desde a origem para ambientes distribuídos, com integração nativa entre módulos e governança unificada entre nuvens.
A Topaz One nasceu com essa arquitetura modular integrada, com famílias que conversam entre si por padrão e sustentam operações em ambientes diversos com resiliência e conformidade regulatória embutidas.
Na base da operação, a família FinancialCore oferece o núcleo bancário que centraliza as operações críticas da instituição. A oferta Core Universal cobre a gestão de contas, empréstimos e investimentos, e a oferta Core Digital entrega uma versão otimizada para o ambiente online.
Em ambos os casos, a arquitetura combina automação de processos, segurança avançada e conexão facilitada aos demais sistemas da instituição financeira, independentemente do ambiente de infraestrutura em que o core estiver rodando.
Na gestão da infraestrutura e da conformidade, a família BankingTools oferece o conjunto de capacidades que sustenta operações distribuídas. A oferta Ferramentas e Automação de TI entrega automação para monitoramento de sistemas, gerenciamento de incidentes, implantação de software, backup e recuperação de dados, permitindo governança consistente entre nuvens.
Complementando essa camada, a oferta Regulatório e Contábil apoia diretamente o cumprimento das normas do Banco Central, da LGPD e das novas exigências das Resoluções CMN nº 5.274/2025 e BCB n.º 538/2025, com automação da coleta de dados, geração de relatórios regulatórios e gestão de riscos.
Na camada de canais, a família FinChannels integra os pontos de contato físicos e digitais em uma única jornada operacional. A oferta Orquestrador de Canais unifica aplicativo, agência, WhatsApp, chat, contact center e ATM sobre a mesma base de dados e sob as mesmas regras de negócio.
Essa unificação garante que a distribuição de cargas entre provedores de nuvem não fragmente a experiência entregue ao cliente no front, independentemente do canal escolhido para acessar os serviços da instituição.
Por que a integração nativa entre famílias é o diferencial competitivo em multicloud?
A força da arquitetura Topaz One em ambientes multicloud não está em ter FinancialCore, BankingTools e FinChannels disponíveis separadamente para operar cada um em uma nuvem diferente.
O diferencial está em fazê-las conversar nativamente entre si, independentemente do ambiente de infraestrutura em que rodam, com o dado nascido em uma família percorrendo o restante da arquitetura sem transformação intermediária, sem quebra de contexto e sem duplicação em cada nova integração entre ambientes.
Essa integração nativa entrega três ganhos que arquiteturas montadas com fornecedores independentes em cada nuvem não conseguem replicar.
O primeiro é a latência baixa entre sistemas críticos, mesmo em ambientes distribuídos. O segundo é a governança centralizada quando algo falha em qualquer camada da operação. E o terceiro é o custo total de propriedade previsível ao longo dos anos, mesmo quando a instituição precisa reconfigurar cargas entre provedores de nuvem por razão regulatória ou estratégica.
É a expertise consolidada em mais de três décadas de mercado financeiro que sustenta esse desenho de operação distribuída com governança única. E é essa base tecnológica que sustenta a confiança operacional construída junto a bancos, cooperativas, fintechs, instituições de pagamento e administradoras de consórcio que operam sistemas críticos em janelas que não admitem falha nem interrupção.
Modernize a infraestrutura do seu banco com multicloud e a Topaz
A disputa por eficiência, disponibilidade e capacidade de escalar no setor financeiro brasileiro se decide cada vez mais na arquitetura de infraestrutura da instituição.
Disponibilidade contínua, resiliência contra incidentes e capacidade de absorver crescimento em canais digitais são atributos que sustentam a experiência do cliente e a conformidade com o regulador, e o multicloud é a estratégia que entrega esses três atributos sem prender a instituição a um único fornecedor no próximo trimestre do mercado.
A Topaz sustenta essa modernização com a plataforma Topaz One, adotada por instituições que precisam operar sistemas críticos com governança única e conformidade nativa às exigências do Banco Central. A credibilidade da solução se apoia em três pilares verificáveis:
- adoção por mais de 90% do mercado financeiro brasileiro, com presença em 25 países e mais de 300 clientes entre bancos tradicionais, digitais, cooperativas, fintechs, instituições de pagamento e administradoras de consórcio;
- autorização como PSTI pelo Banco Central, com conformidade simultânea às novas Resoluções CMN nº 5.274/2025 e BCB nº 538/2025 sobre segurança cibernética e computação em nuvem, às diretrizes do BC sobre Pix, Open Finance e Manual de Redes do SFN, à LGPD e demais padrões aplicáveis à infraestrutura crítica do sistema financeiro brasileiro;
- Topaz, integrante do Grupo Stefanini, entrega a Topaz One, reconhecida como a primeira plataforma full banking do mundo por Gartner, Celent e ISG Provider Lens.
Fale com nossos especialistas e descubra como a Topaz One pode modernizar a infraestrutura do seu banco com uma arquitetura preparada para multicloud, com a expertise técnica, a confiança regulatória e a visão de futuro de quem constrói o alicerce da transformação digital no sistema financeiro brasileiro há mais de três décadas.
Perguntas frequentes sobre multicloud para bancos
O que é multicloud?
Multicloud é a estratégia de usar dois ou mais provedores de nuvem diferentes ao mesmo tempo, como AWS, Microsoft Azure e Google Cloud. Em vez de concentrar tudo em uma nuvem, a instituição distribui aplicações e dados entre várias.
O objetivo é combinar o melhor de cada provedor, ganhar resiliência, evitar a dependência de um único fornecedor e alocar cada carga de trabalho no ambiente mais adequado em desempenho, custo e conformidade.
Qual a diferença entre multicloud e nuvem híbrida?
Multicloud significa usar mais de um provedor de nuvem, geralmente públicas de fornecedores distintos. Nuvem híbrida significa combinar nuvem, pública ou privada, com infraestrutura local, o on premise.
Muitos bancos adotam as duas coisas ao mesmo tempo, no modelo de multicloud híbrida, que mantém sistemas sensíveis em ambiente local e distribui cargas digitais entre nuvens públicas, orquestrando tudo como um só ecossistema.
Por que os bancos adotam multicloud?
Os bancos adotam multicloud para ganhar resiliência, evitar o vendor lock-in, melhorar o desempenho dos aplicativos e atender às exigências regulatórias sobre onde os dados são processados.
Como os canais digitais concentram a maior parte das transações, a disponibilidade é inegociável, e distribuir cargas entre provedores é a forma de garantir que a falha de um ambiente não derrube a operação.
O que é vendor lock-in?
Vendor lock-in é a dependência excessiva de um único fornecedor, que torna difícil ou caro migrar para outro. No contexto de nuvem, significa ficar preso a um provedor por causa de tecnologias proprietárias, custos de migração ou falta de alternativas.
A estratégia multicloud reduz esse risco ao distribuir cargas entre provedores, o que preserva o poder de negociação e a liberdade da instituição para trocar de serviço quando fizer sentido.
A nuvem é segura para bancos?
Sim, quando implementada com as práticas e os controles exigidos pelo setor. A contratação de serviços de nuvem por instituições financeiras é regulada pelo Banco Central, pela Resolução CMN nº 4.893/2021 e pela Resolução BCB nº 85/2021, com o arcabouço de segurança cibernética atualizado em 2025.
Essas normas exigem política de segurança, plano de continuidade e estratégia de saída de provedores. Uma arquitetura multicloud bem desenhada favorece esses requisitos, o que reforça, em vez de comprometer, a segurança regulatória.
Quais são os desafios da multicloud?
Os principais desafios são a complexidade de gerir múltiplos ambientes, a necessidade de segurança consistente entre provedores, a integração com sistemas legados e a capacitação das equipes.
Todos têm solução conhecida, baseada em orquestração e automação, políticas unificadas de segurança, arquitetura de integração por APIs e parceiros com expertise no setor. Com governança estruturada, a complexidade dá lugar a uma operação mais robusta.
Como a multicloud melhora a disponibilidade dos aplicativos bancários?
A multicloud melhora a disponibilidade pela redundância. Ao distribuir aplicações e dados entre provedores, a falha de um ambiente não interrompe o serviço, porque a carga é redirecionada para outro.
Essa resiliência sustenta canais digitais no ar 24 horas por dia e absorve picos de demanda sem degradar a experiência, o que é decisivo em datas de alto volume de transações.
Qual a relação entre multicloud e transformação digital?
O multicloud é uma das bases da transformação digital bancária. Ele fornece a infraestrutura resiliente, escalável e flexível que sustenta canais digitais, integração de sistemas e adoção de novas tecnologias.
Sem uma base de nuvem madura, a inovação esbarra em limitações de infraestrutura. Com ela, o banco cresce no digital com segurança e velocidade, no ritmo que o mercado passou a exigir.
Uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais da América Latina, parte do Grupo Stefanini, com a 1ª plataforma full banking do mundo.
Ao realizar um Pix ou outro tipo de pagamento digital, você já pode ter notado que aparece a mensagem de erro: PSP do recebedor.
O Drex é uma CBDC (Central Bank Digital Currency), ou moeda digital de banco central, desenvolvida para modernizar o sistema financeiro nacional e ampliar a inclusão bancária.
Fintechs são empresas de tecnologia financeira que utilizam inovação para oferecer serviços financeiros de forma ágil, acessível e digital. Elas atuam por meio de plataformas online, criando novos modelos de negócio e transformando a forma de lidar com o dinheiro.
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