Multas e prejuízos à reputação são algumas das consequências dos processos ineficazes de AML (anti-money laundering/antilavagem de dinheiro). De acordo com a UNDC (Organização das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime), as falhas nos processos AML da maioria dos bancos resultaram em multas de 10,4 bilhões de dólares em 2021, um aumento de 80% em relação a 2019.
Bancos e instituições financeiras que não controlam o fluxo de dinheiro ilícito em seus sistemas enfrentam os seguintes riscos:
Multas por não conformidade: o não cumprimento das regulamentações de AML pode resultar em custos monetários elevados.
Incentivo ao crime e terrorismo: sem controle efetivo, abre-se caminho para que criminosos realizem suas atividades. Além disso, as organizações terroristas dependem de fundos, sejam eles de origem legítima ou ilícita, e o AML visa reduzir seu financiamento.
Danos à reputação: processos ineficazes podem causar danos irreversíveis e desastrosos à reputação da instituição financeira.
Lavagem de dinheiro é o processo de converter recursos ilícitos em valores com aparência legal. Os fundos passam por organizações financeiras, como bancos, seguradoras, corretoras imobiliárias e plataformas de investimento, com o objetivo de mascarar sua origem real.
O processo segue três etapas bem definidas pelos órgãos internacionais de combate ao crime financeiro.
Nesta primeira fase, o dinheiro ilegítimo entra no sistema financeiro formal, normalmente por meio de contas bancárias pessoais ou empresariais. As estratégias mais comuns nessa etapa são:
Movimentação por negócios que lidam com grandes quantias em dinheiro
Smurfing: pequenas quantidades distribuídas em várias contas para evitar detecção
Depósitos em estabelecimentos com alto giro de caixa
Aqui o dinheiro passa por uma sequência de transações complexas que dificultam o rastreamento da origem. As manobras típicas incluem:
Compra e venda de ativos em diferentes mercados
Transferências entre múltiplas contas em diferentes países
Uso de jurisdições com controles AML mais frágeis
Movimentações entre setores econômicos diversos para confundir trilhas
Na etapa final, o dinheiro retorna ao destinatário com aparência de recursos legítimos, pronto para ser utilizado em qualquer finalidade. As aplicações comuns nessa fase abrangem:
Aquisição de imóveis e ativos de luxo
Investimentos em empresas comerciais
Operações financeiras em produtos sofisticados
Movimentações com aparência completamente legal aos olhos do mercado
Para se proteger contra esse ciclo, bancos e instituições financeiras precisam verificar clientes e transações por meio do processo conhecido como KYC (Know Your Customer, ou Conheça Seu Cliente).
O KYC é parte estruturante das regulamentações de AML aplicadas globalmente, incluindo países da América Latina como México, Peru, Colômbia, Brasil e Chile.
A Força-Tarefa de Ação Financeira, um órgão intergovernamental independente, investigou como novas tecnologias para AML e CFT (financiamento do terrorismo) estão sendo desenvolvidas e adotadas. O estudo analisou três aspectos: as novas tecnologias, os usuários e suas funções em AML/CFT.
Entre os usuários estão instituições financeiras multinacionais (42%), fintechs (27%), bancos de varejo (23%), big techs (4%) e reguladores do setor público (4%).
Quanto às funções de AML, as novas tecnologias prometem aumentar a eficácia dos esforços de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Entre os entrevistados, 83% consideram que sua eficácia é o maior benefício.
Benefícios do uso dessas tecnologias incluem maior eficiência no controle de AML e CFT (83%), melhor gestão de riscos (70%), redução de custos (54%), precisão nos resultados (54%) e auditabilidade (32%).
As vantagens para os supervisores incluem:
As vantagens para as instituições incluem:
O relatório ressalta que novas tecnologias melhoram a capacidade de processar grandes volumes de dados de maneira confiável e de fácil comunicação, graças à padronização e ao uso de software adequado.
Nossa suíte SecureJourney é projetada para a prevenção e detecção de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. Com base no princípio KYC (Conheça Seu Cliente), ela automatiza a área de conformidade e risco, centraliza informações do cliente, monitora listas de suspeitos internas e internacionais e perfis transacionais. Além disso, usa inteligência artificial (IA) para gerar alertas e calcular o risco.
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