Se você quer entender a base da revolução bancária no Brasil, precisa saber o que é SPI. Sigla para Sistema de Pagamentos Instantâneos, essa é a infraestrutura única e centralizada, criada pelo Banco Central, que viabiliza as transações financeiras em tempo real.
Para o usuário final, essa tecnologia é invisível, mas essencial. Pense no Pix como o “produto” ou a vitrine que você acessa no aplicativo, enquanto o SPI atua como o potente “motor” nos bastidores que torna tudo possível.
É esse motor que processa a liquidação financeira entre diferentes instituições, garantindo que o dinheiro realmente saia de um banco e chegue ao outro instantaneamente, sem as travas dos modelos antigos.
Instituído oficialmente pelo regulador em 2019 e lançado em novembro de 2020, o sistema modernizou e transformou radicalmente a dinâmica do mercado. Afinal, os pagamentos instantâneos no Brasil ganharam a segurança, a velocidade e a disponibilidade total que sustentam a economia digital hoje.
Para saber mais, continue a leitura e descubra como esse sistema funciona!
A implementação dessa infraestrutura foi uma resposta estratégica à necessidade de modernizar o Sistema Financeiro Brasileiro. Antes de 2020, as transferências dependiam de janelas de horário restritas e custos operacionais elevados, o que limitava a eficiência econômica.
O Banco Central desenvolveu o sistema para eliminar essas barreiras e fomentar a competitividade entre os meios de pagamento.
Ao aprofundar o entendimento sobre o que é SPI, fica claro que o objetivo era criar um ecossistema aberto e interoperável. A tecnologia permitiu que instituições de diferentes portes, de grandes bancos a fintechs, se conectassem, nivelando o campo de jogo e acelerando a digitalização do dinheiro.
Os principais motivos para o desenvolvimento dessa tecnologia foram:
Para entender a relação entre SPI e Pix, é importante diferenciar a experiência do usuário da infraestrutura que sustenta o sistema.
O Pix é a interface visível, o serviço acessado nos aplicativos bancários, enquanto o SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos) é a infraestrutura central que realiza a liquidação financeira das transações.
Sempre que uma transferência Pix é iniciada, ela é processada e liquidada por meio do SPI. É essa infraestrutura que garante que os recursos sejam transferidos entre instituições de forma imediata, segura e definitiva, 24 horas por dia, todos os dias do ano.
Projetado para alta disponibilidade e escala, o SPI processa bilhões de transações mensalmente sem interrupções.
Além disso, sua arquitetura foi concebida para ser evolutiva, permitindo a incorporação de novos instrumentos e modelos de pagamento ao longo do tempo, acompanhando a transformação contínua do mercado financeiro.
O funcionamento do SPI ocorre em uma rede privada e altamente segura, separada da internet pública, operada pelo Banco Central do Brasil. Essa estrutura garante confiabilidade, baixa latência e segurança bancária contra riscos operacionais e cibernéticos.
Na prática, ao confirmar um pagamento, a instituição do pagador envia a ordem ao SPI. O sistema realiza a liquidação financeira em tempo real, debitando a conta da instituição de origem e creditando imediatamente a conta da instituição recebedora.
Todo o processo acontece transação a transação, sem janelas de compensação ou liquidação em lote.
Esse modelo elimina atrasos, reduz riscos de contraparte e garante que os valores estejam disponíveis para uso imediato assim que a transação é concluída.
No ecossistema de pagamentos, nem todas as instituições se conectam da mesma forma. Existem duas modalidades principais: os participantes diretos e os indiretos.
O participante direto é aquele que possui uma conta de liquidação no próprio Banco Central. Ele se conecta diretamente ao SPI e liquida as transações sem intermediários, assumindo total responsabilidade operacional.
Geralmente, os participantes diretos são os grandes bancos e instituições com mais de 500 mil contas ativas, para os quais essa modalidade é obrigatória.
Já os participantes indiretos, como fintechs, cooperativas e bancos menores, não possuem conta no BC. Eles precisam contratar um participante direto para atuar como liquidante de suas operações.
Essa divisão é essencial para entender a capilaridade do sistema. O modelo indireto reduz a barreira de entrada, permitindo que instituições menores foquem na experiência do cliente sem precisar investir, logo de cara, em uma infraestrutura pesada de conexão.
Já o modelo direto oferece mais autonomia e controle, sendo ideal para quem movimenta grandes volumes financeiros e precisa de máxima eficiência ao lidar com o que é SPI.
Entrar no SPI exige uma preparação tecnológica diferenciada. Afinal, para ser um participante direto, a instituição precisa estabelecer uma conexão dedicada com a Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN).
Isso requer servidores de alta disponibilidade e planos de contingência robustos, pois o sistema exige operação 24/7 com tempo de resposta em milissegundos.
Além da infraestrutura física e de rede, a segurança é o pilar principal. Antes de operar, a instituição passa por uma bateria de testes de homologação do Banco Central para provar que seus sistemas aguentam o volume de transações.
Ainda, é obrigatório implementar camadas sofisticadas de criptografia e mecanismos de prevenção à fraude financeira e análise de risco financeiro. Cumprir esses requisitos técnicos é o que garante a blindagem de todo o sistema contra ataques e falhas críticas.
A implementação dessa infraestrutura trouxe ganhos de eficiência que vão muito além da velocidade das transações. Para o sistema financeiro, o principal avanço foi a redução de custos operacionais.
Diminuir a dependência do papel-moeda (dinheiro físico) reduz gastos com logística, transporte de valores e segurança física nas agências, otimizando o balanço das instituições.
Outro ponto forte é o aumento da competitividade. Ao democratizar o acesso à infraestrutura, o sistema permitiu a entrada de novos players, como fintechs e bancos digitais, que impulsionam a inclusão financeira no país.
Para o varejo e as empresas, a vantagem está no fluxo de caixa: receber em tempo real facilita a gestão do capital de giro e reduz a necessidade de crédito de curto prazo.
Em resumo, entender o que é SPI implica reconhecer seu papel como acelerador da economia, digitalizando o dinheiro e viabilizando novos modelos de negócios baseados em pagamentos digitais.
A segurança do sistema opera em múltiplas camadas, começando pela comunicação criptografada dentro da Rede do Sistema Financeiro Nacional.
Todas as mensagens trocadas entre os participantes e o Banco Central passam por túneis de autenticação mútua e assinatura digital. Desse modo, é possível garantir que os dados não sejam interceptados ou alterados no caminho.
O Banco Central e SPI também atuam com monitoramento contínuo para assegurar a integridade da liquidação. Esse rigor é necessário para combater um volume crescente de tentativas de golpe: no primeiro semestre de 2025, 53,7% das tentativas de fraude no país foram direcionadas a bancos, segundo dados do Serasa.
Além da infraestrutura central, a proteção depende das pontas. As instituições participantes são obrigadas a utilizar ferramentas avançadas para validar a identidade do usuário e a legitimidade da operação antes de autorizá-la.
É aqui que entra a Inteligência Artificial no setor de finanças: algoritmos analisam o comportamento do pagador em tempo real para barrar comportamentos atípicos, por exemplo.
Caso uma fraude ocorra, o sistema conta com o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite o bloqueio e a recuperação de valores de forma ágil entre as instituições, aumentando a confiabilidade da rede.
A chegada dessa infraestrutura reconfigurou completamente a forma como o dinheiro circula no país. O impacto mais visível foi a substituição de meios tradicionais: em fevereiro de 2024, os bancos encerraram definitivamente as transferências via DOC, tornadas obsoletas pela agilidade do sistema.
Além disso, o Pix superou o próprio dinheiro em espécie como a forma de pagamento mais usada pelos brasileiros, segundo o próprio Banco Central. Esse movimento consolida a digitalização da economia.
Os números confirmam essa transformação. No primeiro semestre de 2025, foram registradas mais de 72 bilhões de transações no Pix, movimentando quase R$ 60 trilhões de reais na economia.
O sistema também impulsionou a inclusão financeira de forma sem precedentes, alcançando mais de 170 milhões de usuários cadastrados, o que representa cerca de 80% da população.
Ao analisar o que é SPI hoje, vemos que ele não apenas acelerou pagamentos, mas integrou milhões de pessoas ao Sistema Financeiro Brasileiro.
A evolução do sistema é contínua e a agenda do Banco Central segue em desenvolvimento. Em 2025, ocorreram marcos importantes com o lançamento do Pix por aproximação em fevereiro e do Pix Automático em junho, facilitando pagamentos recorrentes e por presença física.
Essas inovações mostram que o sistema é uma plataforma viva, capaz de incorporar novas funcionalidades sem exigir que o usuário troque de aplicativo ou banco.
Olhando para frente, a tendência é a internacionalização. O projeto Nexus, por exemplo, visa conectar o sistema brasileiro a infraestruturas de outros países, permitindo transferências transfronteiriças instantâneas.
Além disso, a arquitetura do SPI está sendo preparada para interagir com contratos inteligentes, abrindo portas para a economia programável. Logo, compreender o que é SPI é entender que estamos apenas no início de uma era de interoperabilidade global e serviços financeiros hiperconectados.
Operar no SPI exige mais do que conformidade regulatória: demanda infraestrutura crítica, alta disponibilidade e capacidade de escalar produtos bancários digitais em tempo real. É nesse contexto que a família TechPay, da Topaz, atua como base tecnológica para pagamentos instantâneos.
A solução oferece uma infraestrutura robusta para processar, liquidar e orquestrar transações bancárias dentro do ecossistema do SPI, do Pix a outros instrumentos de pagamento instantâneo. Com isso, instituições conseguem sustentar e evoluir seus produtos bancários com eficiência, segurança e agilidade.
Projetado para operar em regime 24/7, o TechPay garante continuidade operacional, mesmo em cenários de alto volume transacional, assegurando total aderência às normas do Banco Central e aos padrões do Sistema de Pagamentos Brasileiro.
Diferenciais do TechPay para produtos bancários instantâneos:
Além disso, a Topaz atua como PSTI certificado pelo Banco Central, reforçando a confiabilidade da operação e garantindo que instituições financeiras contem com uma base tecnológica validada para atuar no SPI.
Ao adotar o TechPay, bancos e fintechs transformam a complexidade regulatória em vantagem competitiva, criando produtos bancários instantâneos mais eficientes, seguros e preparados para o futuro dos pagamentos digitais.
Quer operar no SPI com alta performance e total conformidade? Fale com os especialistas da Topaz e descubra como o TechPay pode acelerar a evolução dos seus produtos bancários.