MED 2.0 é a evolução do Mecanismo Especial de Devolução do Pix, regulamentada pela Resolução BCB nº 493/2025, que amplia a rastreabilidade das transações em até cinco camadas de contas e padroniza a devolução de valores em casos de fraude, golpe, coerção ou erro operacional, com prazos definidos e processos uniformes entre todas as instituições participantes.
A nova versão entrou em vigor para todas as instituições financeiras e de pagamento que operam o Pix em 2 de fevereiro de 2026, com período de adaptação técnica até maio de 2026 antes do início da fiscalização efetiva pelo Banco Central.
A medida responde a uma fragilidade conhecida do modelo anterior: a dificuldade de recuperar recursos depois que o dinheiro saía da conta em segundos.
Segundo dados oficiais do Banco Central, o MED original recuperava, em média, apenas 9,3% do valor contestado em 2025, taxa limitada diante do volume crescente de golpes que acompanha a popularização do sistema.
A escala do desafio é proporcional à do próprio Pix. Em 2025, o sistema bateu recorde histórico ao movimentar R$ 35,36 trilhões em 79,8 bilhões de transações, crescimento de 33,6% em relação a 2024 (R$ 26,46 trilhões e 63,5 bilhões de operações), segundo o Banco Central.
O pico diário ocorreu em 5 de dezembro de 2025, com mais de 313 milhões de operações em um único dia.
O sistema reúne hoje 180 milhões de usuários, 617 milhões de contas cadastradas, 920 milhões de chaves ativas e 930 instituições participantes, consolidando-se como principal infraestrutura de pagamentos do país. Em paralelo, o volume de fraudes chegou a R$ 6,5 bilhões em 2024, alta de 80% em relação ao ano anterior, segundo o próprio Banco Central.
Quando um meio de pagamento atinge essa penetração, ele se torna alvo prioritário de fraudes.
A velocidade que tornou o Pix tão popular é a mesma que dificulta a recuperação de valores, o que exige um mecanismo de devolução igualmente ágil e bem estruturado.
É esse o papel do MED 2.0: aprimorar o rastreamento do caminho do dinheiro, mesmo quando o valor é pulverizado em várias contas, padronizar prazos e processos entre todas as instituições e tornar a contestação 100% digital via botão obrigatório no aplicativo bancário.
A Topaz integra os requisitos do MED 2.0 à suíte modular SecureJourney, família de prevenção a fraudes adotada por mais de 90% do mercado financeiro brasileiro e conectada nativamente à família TechPay (pagamentos) na plataforma Topaz One.
A combinação entre infraestrutura de pagamento, motor antifraude e camadas biométricas permite que instituições automatizem processos de devolução, reduzam riscos operacionais e mantenham a conformidade com o Banco Central sem comprometer a eficiência das operações.
MED 2.0 é a evolução do Mecanismo Especial de Devolução do Pix, instituída pela Resolução BCB nº 493/2025, com o objetivo de devolver valores transferidos em casos de fraude, golpe, coerção ou falha operacional do prestador de serviço de pagamento, com rastreabilidade ampliada em até cinco camadas de contas e processos padronizados entre as instituições participantes.
A sigla resume a função: devolver, de forma especial e padronizada, recursos que saíram da conta em uma transação suspeita.
Mais do que estornar valores, o mecanismo organiza prazos, responsabilidades e o caminho de comunicação obrigatória entre as instituições envolvidas em cada caso, com cooperação interbancária definida e regras uniformes em todo o ecossistema do Pix.
O fluxo do MED 2.0 se organiza em etapas técnicas claras:
Esse fluxo opera sobre a infraestrutura que liquida o Pix, ou seja, o SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos) do Banco Central, responsável pela execução de pagamentos instantâneos no Brasil.
É por meio dele que a ordem de bloqueio e devolução trafega entre as instituições participantes do Pix, com APIs padronizadas integradas ao DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais) para identificação imediata das contas envolvidas em cada operação.
A lógica do MED 2.0 se aproxima de outros mecanismos de contestação do mercado financeiro, com regras próprias do arranjo Pix.
Assim como o chargeback atua na devolução de compras com cartão de crédito ou débito, o MED cumpre esse papel no universo dos pagamentos instantâneos, com a diferença estratégica de operar com rastreamento em cadeia e bloqueio cautelar em tempo real, vantagens estruturais que o cartão não oferece.
O MED 2.0 não substitui a lógica do mecanismo de devolução do Pix, mas a fortalece em cinco pontos estruturais que comprometiam a recuperação de valores no modelo anterior: rastreabilidade, padronização, prazos, cooperação interbancária e autoatendimento digital.
A diferença entre o MED 1.0 (instituído em 2021) e o MED 2.0 (Resolução BCB nº 493/2025) é qualitativa, não apenas incremental.
O modelo anterior alcançava taxa média de recuperação de apenas 9,3% do valor contestado em 2025, segundo dados reportados pelo mercado, limitado pela atuação restrita à primeira conta receptora.
O MED 2.0 redesenha o processo para atacar diretamente os principais gargalos identificados pela operação real do mecanismo, com estimativas de mercado, amplamente reportadas após a entrada em vigor, apontando para redução de até 40% nos golpes bem-sucedidos quando combinado com defesa antifraude robusta nas instituições participantes.
As principais mudanças do MED 2.0 em relação ao modelo original são:
A combinação dessas cinco mudanças transforma o MED 2.0 de uma ferramenta reativa de estorno em uma infraestrutura de resposta antifraude em tempo real, com impacto direto na taxa de recuperação, na rastreabilidade regulatória e na confiança do usuário no sistema de pagamentos instantâneos.
O MED 2.0 cria uma trilha auditável completa de cada solicitação de devolução, com registro de origem, destino, motivo e percurso do dinheiro fraudado, fortalecendo a rastreabilidade regulatória e a inteligência antifraude do ecossistema.
A trilha técnica é o que permite que a defesa contra fraudes opere em duas frentes complementares.
A primeira é a prevenção antes da transação, com análise comportamental, biometria, validação contextual e motor de decisão atuando em tempo real para bloquear operações suspeitas antes da liquidação.
A segunda é a resposta pós-liquidação, em que o MED 2.0 rastreia o caminho do dinheiro fraudado e devolve valores aos clientes legítimos com agilidade e cooperação interbancária. Juntas, as duas frentes formam uma estratégia de prevenção à fraude em camadas, e não em camadas isoladas, com o MED 2.0 funcionando como a última linha de defesa do ecossistema.
A capacidade de aprendizado contínuo é outro ganho estrutural. Cada acionamento do MED 2.0 alimenta a inteligência coletiva do ecossistema com sinais reais de fraude confirmada, refinando os modelos comportamentais e a política de risco das instituições para os próximos eventos.
O regulador, por sua vez, ganha visão consolidada do comportamento de fraudes em escala sistêmica, podendo ajustar regras, prazos e penalidades conforme o cenário evolui.
A estratégia acompanha as tendências e desafios na prevenção à fraude que moldam o mercado em 2026, tratando segurança como processo contínuo e adaptativo, não como reação isolada a incidentes consumados.
Cumprir o MED 2.0 em escala exige uma reorganização operacional profunda das instituições participantes do Pix: prazos curtos, integração técnica com APIs padronizadas, cooperação interbancária em tempo hábil, marcação correta de contas suspeitas e trilhas de auditoria completas formam um conjunto de exigências que torna a automação um requisito de conformidade, não um diferencial competitivo.
A combinação entre o volume das operações Pix (79,8 bilhões de transações em 2025, segundo o Banco Central) e os prazos regulatórios definidos pela Resolução BCB n.º 493/2025 redefine o nível mínimo de maturidade tecnológica exigido das instituições.
A regra é clara, mas a execução em escala é o verdadeiro desafio, e o descumprimento expõe a operação a sanções estabelecidas pela Resolução BCB n.º 507/2025 (Manual de Penalidades do Pix), que pode chegar a multas de até R$ 500 milhões, suspensão cautelar e até exclusão do arranjo em casos graves.
Os principais desafios operacionais do MED 2.0 são:
A consequência prática é que a automação deixou de ser diferencial e passou a ser requisito regulatório.
Sustentar a conformidade em escala depende de uma camada de segurança transacional que identifica casos suspeitos em tempo real, aciona o mecanismo conforme a política de risco da instituição, gerencia comunicação interbancária em prazo padronizado e documenta cada etapa do processo sem depender de operação manual.
Instituições que tratarem o MED 2.0 como projeto de conformidade pontual, e não como reestruturação operacional contínua, vão enfrentar gargalos sistêmicos nos próximos meses, à medida que a fiscalização efetiva do Banco Central avança após o período de adaptação técnica.
A Topaz, maior empresa de tecnologia para soluções financeiras digitais da América Latina, integra os requisitos do MED 2.0 à suíte modular SecureJourney para que instituições financeiras automatizem o ciclo completo de devolução, reduzam riscos operacionais e reputacionais e mantenham conformidade regulatória nativa com o Banco Central sem comprometer a eficiência das operações.
A resposta nasce da conexão entre pagamento e segurança dentro da plataforma Topaz One.
A família TechPay processa as transações de Pix com integração nativa às APIs padronizadas do Banco Central, enquanto o SecureJourney identifica e trata os casos que demandam devolução com Inteligência Artificial, Machine Learning, biometria avançada e análise comportamental em tempo real, sustentando o ciclo completo do MED 2.0 com rastreabilidade auditável e dentro dos prazos regulatórios estabelecidos pela Resolução BCB nº 493/2025.
O Gestor de Decisões é a oferta da SecureJourney que combina Inteligência Artificial, Machine Learning, biometria avançada e análise comportamental para detectar fraudes em tempo real e apoiar decisões estratégicas em ambientes regulados.
A engine analisa cada transação Pix com visão contextual de risco, consolidando sinais de múltiplas camadas (biometria comportamental, biometria documental, análise contextual da operação e inteligência coletiva do ecossistema) e decidindo em milissegundos o caminho de cada autorização conforme a política de risco da instituição.
A defesa é adaptativa ao perfil de cada cliente e ao contexto de cada operação, com três entregas centrais para o cumprimento do MED 2.0:
A Prevenção e combate à fraude é a oferta da SecureJourney que mantém a defesa antifraude ativa após o onboarding, com monitoramento contínuo de transações e padrões de uso ao longo de toda a sessão e ciclo de vida do cliente.
A oferta cobre o ciclo completo da defesa antifraude com integração direta aos fluxos do MED 2.0, operando em quatro frentes complementares:
A operação orquestrada das ofertas da SecureJourney, conectada nativamente às demais famílias da plataforma Topaz One (TechPay para pagamentos, FinChannels para canais digitais, FinancialCore para core bancário), é o que sustenta defesa antifraude end-to-end com integração entre identidade, transação e canal.
A automação cobre todo o fluxo do MED 2.0, da identificação da transação suspeita à marcação da conta no DICT, à comunicação obrigatória entre PSPs em até 30 minutos e à devolução nos prazos regulatórios, com trilha de auditoria completa em formato auditável pelo Banco Central a qualquer momento.
A combinação com a aplicação de Inteligência Artificial no setor bancário potencializa a capacidade adaptativa, com modelos que evoluem continuamente para reconhecer novos vetores de ataque antes que se consolidem em escala sistêmica.
O MED 2.0 deixou de ser uma adequação regulatória pontual para se tornar um divisor de águas operacional no setor financeiro brasileiro. Instituições que tratarem a nova regra como reestruturação contínua, e não como projeto de conformidade isolado, vão liderar o próximo ciclo de confiança e eficiência no ecossistema do Pix.
A Topaz, maior empresa de tecnologia para soluções financeiras digitais da América Latina, entrega essa arquitetura na suíte modular SecureJourney, conectada nativamente à família TechPay na plataforma Topaz One, com Inteligência Artificial, Machine Learning, biometria avançada e análise comportamental em tempo real, sustentando o ciclo completo do MED 2.0 com automação, rastreabilidade e conformidade regulatória nativa. A credibilidade da solução se apoia em três pilares:
Fale com nossos especialistas e descubra como a suíte SecureJourney pode estruturar a operação de devolução da sua instituição com automação completa do fluxo do MED 2.0, rastreabilidade auditável pelo Banco Central e defesa antifraude em profundidade que opera sem comprometer a eficiência das operações.
MED 2.0 é a evolução do Mecanismo Especial de Devolução do Pix, criado pelo Banco Central para devolver valores transferidos em casos de fraude, golpe ou falha operacional, com rastreabilidade ampliada e processos padronizados entre as instituições.
Ativado em 11 de maio de 2026, ele aprimora o modelo original ao permitir a devolução a partir de outras contas e ao tornar a solicitação 100% digital, o que acelera a recuperação de recursos em situações suspeitas.
A devolução começa quando o cliente ou a instituição registra uma transação suspeita. A instituição do pagador aciona o mecanismo para bloquear e devolver o valor que ainda esteja disponível, rastreando o caminho do dinheiro entre as contas.
O fluxo trafega pela infraestrutura do Pix e segue prazos definidos pelo Banco Central. Com o MED 2.0, todo o processo é digital, sem necessidade de contato com o atendimento da instituição financeira.
A principal mudança é a possibilidade de devolver valores a partir de outras contas para as quais o dinheiro tenha sido transferido, e não apenas da conta que recebeu o Pix fraudulento. Isso combate a pulverização de recursos usada em golpes.
Além disso, o processo passou a ser 100% digital e mais padronizado entre as instituições. No modelo original, a taxa média de recuperação era de apenas 9,3% do valor contestado em 2025, segundo o Banco Central.
Não há garantia automática de devolução integral. O MED 2.0 aumenta as chances de recuperação ao rastrear o valor e ampliar as contas das quais ele pode ser devolvido, mas o resultado depende de o recurso ainda estar disponível.
Quanto mais rápido o acionamento, maior a probabilidade de bloqueio antes que o golpista movimente o dinheiro. Por isso, a automação do processo nas instituições é decisiva para elevar a taxa de recuperação.
As instituições precisam de capacidade para tratar solicitações em prazos curtos, marcar contas envolvidas e responder a notificações de outras instituições de forma padronizada e auditável.
Plataformas como a SecureJourney da Topaz automatizam esse ciclo completo, da identificação da transação suspeita à comunicação entre instituições, o que garante a conformidade com o MED 2.0 sem comprometer a eficiência operacional.