Abordagem Baseada em Risco (ABR) é um modelo de gestão que orienta empresas a tomarem decisões e priorizarem ações com base nos riscos e impactos críticos que podem estar envolvidos nos processos.
Esse conceito tem ganhado espaço no mundo como um padrão para compliance, auditoria e prevenção à lavagem de dinheiro. Ele permite que instituições atuem de forma mais estratégica e eficiente, otimizando recursos e fortalecendo sua segurança operacional.
Na ABR em auditoria, por exemplo, os auditores concentram esforços em áreas com maiores chances de falhas ou irregularidades, tornando o processo mais assertivo.
Nesse sentido, por meio de experiência consolidada em gestão de riscos, a Topaz impulsiona instituições rumo a estruturas mais seguras e inteligentes. Para entender como, continue a leitura.
A Abordagem Baseada em Risco em compliance é a estratégia que define onde concentrar esforços, recursos e controles. Já a Avaliação Interna de Riscos (AIR) é o processo que identifica, mede e analisa os riscos dentro da organização.
Ambos os conceitos são interdependentes e a AIR “abastece” a ABR com dados reais da organização.
Enquanto a ABR orienta o plano de ação, a AIR mostra quais áreas precisam de mais atenção. Um programa de compliance, por exemplo, pode adotar a ABR para focar em onboarding e pagamentos, com a AIR mostrando falhas nesses processos.
Ou seja, as duas práticas se complementam e juntas tornam a gestão de riscos mais inteligente, proporcional e eficaz, com decisões baseadas em evidência e não em hipóteses.
Adotar esse recurso transforma a gestão de compliance e riscos em uma estratégia de negócio inteligente. Veja os principais benefícios da implementação da Abordagem Baseada em Risco:
É nesse sentido que podemos concluir que a ABR não é só sobre evitar perdas, mas também sobre construir uma operação mais estratégica, confiável e preparada para crescer com inovação.
Um exemplo concreto de como a ABR está sendo institucionalizada no Brasil é a Resolução CMN nº 4.966/21, em vigor desde 1º de janeiro de 2025.
A norma exige que bancos classifiquem cada operação de crédito em três estágios de risco e calculem provisões com base em perda esperada — não mais em inadimplência observada, conforme detalha a Deloitte.
Isso é ABR aplicada à contabilidade regulatória: o nível de provisão é proporcional ao risco específico de cada exposição. Bancos que ainda não tinham métodos estruturados de avaliação interna de risco tiveram impactos relevantes nos resultados do 1º trimestre de 2025 ao se adaptarem à norma, conforme cobertura do Seu Dinheiro.
A aplicação da ABR segue um fluxo estruturado que garante decisões baseadas em dados e foco nos riscos mais relevantes.
Seguir essas etapas fortalece a gestão de riscos, reduz vulnerabilidades e garante que os esforços estejam sempre direcionados ao que realmente importa, protegendo o negócio.
A prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLDFT) utiliza a Abordagem Baseada em Risco como diretriz central. O GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional) recomenda que controles e políticas sejam proporcionais ao nível de risco de cada cliente, produto ou canal.
Por isso, instituições financeiras aplicam a ABR no dia a dia quando identificam perfis de maior risco, ajustam o Know Your Customer (KYC) e reforçam o monitoramento de transações. Com o auxílio de um sistema antifraude, é possível responder em tempo real a desvios e padrões suspeitos.
A regulamentação brasileira, como a Lei 9.613/98 e normas do Bacen, exige a adoção de políticas de PLDFT com base em risco, incluindo avaliação contínua, segmentação e reportes ao COAF.
Implementar a ABR é uma decisão estratégica que fortalece a gestão de riscos corporativos e garante mais inteligência no uso de recursos, por isso, é também importante considerar os seguintes passos:
Embora estratégica, a implementação da ABR pode apresentar obstáculos comuns, no entanto, superá-los é importante para manter a segurança da instituição e garantir a conformidade com as regulações.
O custo da não-adoção da ABR fica claro quando observamos os números do setor. As perdas com golpes financeiros no Brasil somaram R$ 10,1 bilhões em 2024, alta de 17% sobre 2023, segundo dados da Febraban divulgados pela Poder360.
Os golpes via Pix sozinhos chegaram a R$ 2,7 bilhões. No ecossistema mais amplo, o bureau Quod registrou 12 milhões de indícios de fraude em 2025, com 44% envolvendo engenharia social, conforme cobertura da Let’s Money.
Sem uma ABR estruturada, instituições tendem a aplicar o mesmo nível de controle a todos os clientes, gastando demais no perfil de baixo risco e de menos no perfil crítico.
Através da família SecureJourney, a identificação de riscos ocorre em tempo real, auxiliando na prevenção à lavagem de dinheiro na conformidade regulatória.
Com base em inteligência artificial e machine learning, o sistema monitora transações, detecta padrões atípicos e dispara alertas, tudo de forma automatizada.
Nossas APIs robustas permitem integração com qualquer ambiente tecnológico, garantindo interoperabilidade e controle operacional completo, seja para fintechs em crescimento ou bancos já consolidados.
Com flexibilidade para personalizar regras e fluxos, a Topaz acelera o time to market e garante que a sua operação esteja sempre um passo à frente dos riscos.